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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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O novo conceito que vai acabar com os copos descartáveis nos eventos e festivais

Mäyjo, 18.10.13

O novo conceito que vai acabar com os copos descartáveis nos eventos e festivais

 

Chama-se Stack Cup e é um conjunto de copos amigos do ambiente, reutilizáveis e laváveis, que são cada vez mais utilizados na organização de eventos musicais ou desportivos, em diversos países. Para além de ecológicos, de acordo com os seus fabricantes, eles encaixam uns nos outros, facilitando o transporte e evitando que a bebida se entorne.

O conceito está a ser utilizado em países como Bélgica, Holanda, Inglaterra, Brasil, França, Alemanha ou África do Sul, mas já tem parceiro em Portugal, o empresário da indústria de moldes Paulo Jorge Silva. Mal descobriu o conceito, este português de Oliveira de Azeméis contactou a empresa belga responsável pela Stack Cup e descobriu uma forma mais rápida de desenvolver cada exemplar.

“Dupliquei a capacidade produtiva, ao criar vários moldes que fazem quatro copos de cada vez”, explicou ao Green Savers. Ainda assim, o empresário não conseguiu convencer nenhuma organizadora de eventos ou autarquia a encomendar o produto.

“Um dos principais problemas [ambientais dos eventos] está relacionado com os copos. Eu tenho uma solução: um evento, uma pessoa, um copo. Este copo pode ser mantido ao pescoço com uma fita própria, pode ser transportado no bolso ou numa carteira de senhora”, explica o empresário.

“Isto está a começar a funcionar em todo o mundo, não só na Europa. Para além [dos benefícios ecológicos], ele pode ser um dos melhores meios publicitários alguma vez vistos”, continuou.

As contas de Paulo Silva são simples. Num grande evento, em média, cada pessoa consome três bebidas, o que significa que, por cada dez mil entradas, há 30 mil copos descartáveis desperdiçados. Com o Stack Cup, este número reduz-se em um terço.

Por outro lado, e quando a bebida acaba, o consumidor não tem de segurar o copo vazio. O Stack Cup pode ser encaixado nos bolsos ou pendurado ao pescoço, através de uma fita que se prende ao recipiente.

Os copos ecológicos beneficiam de um processo inovador de rotulagem, o IML (In Mold Label), que possibilita a inserção de rótulos ou ilustrações de forma directa. Assim, o copo pode ser personalizado – ele resiste, inclusive, a cerca de duas mil lavagens.

A Stack Cup afirma que já tem encomendas para a próxima edição do Carnaval brasileiro, para o Mundial 2014 e Jogos Olímpicos de 2016. Tudo no Brasil. Em Portugal, o conceito está a ter algumas dificuldades em se afirmar.

 

in: Green Savers

Índia prepara instalação da maior central solar do mundo

Mäyjo, 17.10.13

Índia prepara instalação da maior central solar do mundo

 

O governo indiano acabou de fazer um anúncio surpreendente: está a preparar a construção da maior fábrica solar do mundo. Trata-se de um empreendimento capaz de fornecer energia a três milhões de pessoas.

A fábrica solar de quatro gigawatt, distribuída por mais de 9.300 hectares no Rajastão, será quatro vezes maior do que as 10 maiores fábricas dos Estados Unidos juntas. “Ao ser o primeiro desta dimensão em todo o mundo, espera-se que este projecto defina uma tendência para o desenvolvimento de energia solar em grande escala no mundo”, disse o governo do país.

Espera-se que o primeiro gigawatt entre em funcionamento em 2016 e que as outras fases sejam implementadas com base neste sucesso. Mas os cépticos questionam se uma fábrica deste tamanho pode estar concluída em apenas três anos.

Através de uma parceria entre cinco distribuidoras governamentais, crê-se que o projecto sirva para produzir a mesma quantidade de energia que quatro fábricas de carvão actualmente em construção. Além de ajudar o país a reduzir a sua dependência do carvão, toda esta energia solar poderia ser uma enorme mais-valia para um território onde 100 mil pessoas morrem anualmente vítimas da poluição do carvão vegetal.

Tal projecto serviria também para ajudar a colocar os preços da energia solar em linha com os do carvão. Esta fonte já compete com o diesel e espera-se que atinja paridade com o carvão entre 2016 e 2018.

De acordo com o Sustainable Business, o financiamento poderá vir da recentemente aprovada lei de Responsabilidade Corporativa que exige que todas as grandes empresas dispensem 2% dos seus lucros líquidos anuais para projectos socialmente responsáveis.

 

 

in: Green Savers

Esperar em filas ajuda a melhorar a disciplina financeira

Mäyjo, 16.10.13

Esperar em filas ajuda a melhorar a disciplina financeira

Ninguém gosta de estar à espera numa fila de supermercado ou dos correios, mas fique a saber que formar uma fila ordenada pode fazer-lhe bem. Segundo um novo estudo, quem sabe esperar em filas tem mais paciência, toma melhores decisões financeiras e experimenta uma maior recompensa no final.

Os cientistas descobriram que as pessoas que aguardam nas filas atribuem um valor mais elevado aos bens pelos quais esperam. Isto, por sua vez, torna-as mais pacientes, ao acreditarem que a sua compra valeu a pena.

O estudo da Universidade de Chicago apurou que, mesmo numa era de gratificação instantânea, as pessoas que ainda esperam nas filas por alguma coisa sentem que valeu a pena a espera.

Aqueles que esperam durante um período substancial de tempo atribuem um valor maior àquilo por que esperavam do que aqueles que receberam o mesmo muito tempo antes. Os resultados também mostram que aqueles que esperaram mais tempo ganharam paciência, mas também acabaram por tomar a melhor decisão.

“As pessoas tendem a valorizar mais as coisas no presente e desvalorizar o seu valor no futuro”, disse a investigadora Ayelet Fishbach. “Mas a minha pesquisa sugere que fazer as pessoas esperar para tomar uma decisão pode melhorar a sua paciência, pois o processo de espera faz com que esta pareça mais valiosa.”

Por detrás de tudo isto está um processo a que os psicólogos chamam de auto percepção – ficamos a saber o que queremos e preferimos ao avaliarmos o nosso próprio comportamento, da mesma forma que aprendemos sobre os outros ao observar as suas atitudes.

Os resultados dos testes realizados em três grupos de voluntários estão publicados no Journal of Organisational Behaviour and Human Decision Processes.

 

 

in: Green Savers

Cientistas holandeses criam pavimento capaz de captar poluição do ar

Mäyjo, 15.10.13

Cientistas holandeses criam pavimento capaz de captar poluição do ar

 

Nas áreas urbanas, o que parece tomar conta da paisagem é a poluição e o pavimento. Apesar de parecerem dois elementos separados e distintos, cientistas holandeses da Eindhoven University pensaram que o ar e a terra podiam ser unidos para ajudar a reduzir a poluição global. Foi assim que inventaram um novo método para limpar a atmosfera, composto por blocos de pavimento com óxido de titânio.

Ao longo de um ano, os investigadores descobriram que o pavimento, colocado na cidade de Hengelo, na Holanda, foi capaz de reduzir a poluição atmosférica em 45% em condições ideais e em 19% ao longo do dia. Através do revestimento do pavimento com blocos de óxido de titânio, este capta os óxidos de nitrogénio nocivos do ar e converte-os em substâncias menos perigosas – como nitratos.

Embora a tecnologia já tenha sido introduzida em 2008 pela empresa italiana Italcementi, a pesquisa na Holanda está a ajudar a aumentar a visibilidade e a força de uma nova técnica de controlo da poluição – os catalisadores tendem a tornar-se menos eficazes ao longo do tempo e custam cerca de 10% mais do que o cimento convencional.

Apesar de a invenção não ser um substituto para a redução global da poluição atmosférica, tem o potencial de ajudar a inibir uma grande quantidade de emissões de carros e indústrias em áreas fustigadas pela má qualidade do ar.

A equipa de investigadores publicou as suas descobertas na edição de Junho do Journal of Hazardous Materials.


Foto: Sob licença Creative Commons


in: Green Savers

Taiwan usa CDs antigos para limpar águas residuais

Mäyjo, 14.10.13

Taiwan usa CDs antigos para limpar águas residuais

 

O leitor terá em casa, provavelmente, uma pilha de CDs antigos que já não ouve e aos quais não sabe bem o que fazer. Pois saiba que investigadores de Taiwan os usariam para uma aplicação muito prática: limpar águas residuais. O físico Din Ping Tsai desenvolveu uma técnica de purificação da água que usa somente nano barras de óxido de zinco, iluminação ultravioleta e CDs.

“Os discos ópticos são baratos, estão facilmente disponíveis e são usados de forma rotineira”, justificou Tsai, da Universidade Nacional de Taiwan. São fabricados anualmente perto de 20 mil milhões de CDs, pelo que usar os antigos no tratamento da água pode até resultar numa forma de reduzir o desperdício.

Tsai e os colegas usam a área da superfície dos CDs como uma plataforma onde fazem crescer nano barras verticais minúsculas de óxido de zinco com cerca de um milésimo da largura de um fio de caminho humano. O óxido de zinco é um semicondutor de baixo custo que pode funcionar como foto catalisador, partindo moléculas orgânicas – como os poluentes na água do esgoto – quando iluminado com luzes ultravioleta.

Além do CD revestido de óxido de zinco e da fonte de luz, o dispositivo é também composto por um sistema que faz circular a água. Como os CDs são duráveis e conseguem girar rapidamente, a água contaminada que escorre para o dispositivo espalha-se numa película fina que a luz consegue facilmente atravessar, acelerando o processo de degradação.

Apesar de outros investigadores já terem experimentado usar óxido de zinco para degradar poluentes orgânicos, a equipa de Tsai é a primeira a fazer crescer o foto catalisador num disco óptico.

A equipa testou o reactor com uma solução de corante alaranjado de metilo, um composto orgânico frequentemente usado para avaliar a velocidade de reacções foto catalíticas. Após o tratamento de uma solução de meio litro de corante durante 60 minutos, os investigadores descobriram que 95% dos contaminantes tinham sido destruídos. Segundo eles, o dispositivo consegue tratar 150 mililitros de água residual por minuto.

 

Foto: Sob licença Creative Commons

 

in: Green Savers